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Chamando o Servo de Deus de "Santo" não queremos, aqui, antecipar o pronunciamento da Santa Igreja, mas queremos tão somente falar como o povo de Deus chama o Cônego Lafayette: "Santo Cônego".

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Memória contagiante do Cônego Lafayette

No último dia 21 de setembro de 2015, a cidade de Santa Maria do Suaçuí transformou-se inteiramente para receber os milhares de fiéis que foram celebrar o 54º aniversário de falecimento do Servo de Deus Cônego Lafayette da Costa Coelho (1886-1961), que foi pároco do lugar durante quarenta e quatro anos. Desde setembro de 2009 o processo de beatificação e canonização desse pastor de almas deu entrada no Vaticano, à espera de aprovação. Padre Edson de Oliveira Silva, natural da cidade de Dom Joaquim, atualmente trabalhando na Arquidiocese de Belo Horizonte, foi um dos milhares de romeiros que desembarcaram em Santa Maria: “Tive o privilégio de ficar os quatro dias (18 a 22/09) na casa em que o Servo de Deus morou; pude tocar em alguns objetos que ele usou, tirar fotos de coisas históricas, conhecer pessoas que conviveram com ele. Praticamente toda a cidade vive em função da memória viva do Cônego Lafayette. É, de fato, impressionante e contagiante a força do testemunho dele”. E o Padre Edson concluiu: “As pessoas chamam espontaneamente o Servo de Deus de “Santo Cônego”. Até eu assimilei também de modo espontâneo esse vocativo, que indica o senso dos fiéis, inspirado pelo Espírito, de que ele é santo. A grande quantidade de pessoas que comparecem à festa é um forte indicativo da santidade dele”. Também interrogamos uma família de Santo Antônio dos Araújos, município de São Sebastião do Maranhão, que há mais de quatro décadas reside em Mauá, na grande São Paulo. Viajaram 950 km para chegar a Santa Maria. Dos oito irmãos, sete estavam presentes (foto acima). Cleide Santana, casada com Misael Chaves, chegou a tempo de participar da novena preparatória para a grande festa: “Vi como as pessoas estavam compenetradas durante a novena, principalmente as mais velhas, as que conheceram o Cônego. É emocionante ver como essas pessoas rezam confiantes na força do Cônego junto a Deus. Nós viemos de Mauá com o firme propósito de rezar durante esses dias”. Maria do Rosário de Fátima, outra pessoa da família, disse estar participando da festa pela segunda vez: “Eu vim no ano passado e pedi ao Cônego a graça de poder voltar agora, e estou aqui para agradecer a ele. Fico admirada com a fortaleza da fé dessas pessoas. Isso contagia a gente”. Maria Carneiro, conhecida como Yeda, que mora em Mauá há 46 anos, veio agradecer a Deus uma graça alcançada de Deus por intermédio do Cônego Lafayette. A agraciada foi a sua filha Silvana, que não pôde vir. Emocionada, a mineira radicada em São Paulo, disse que é impressionante o carinho com que o povo trata a memória do Cônego Lafayette: “A fé continua muito viva e acesa nos corações das pessoas. É maravilhoso ver isso, testemunhar isso”, disse Yeda. O primogênito dos irmãos, Isaías Carneiro, disse que é impressionante como a cidade se transforma nesses dias. “Percebemos a fé que o povo tem no Cônego Lafayette. É algo contagiante. Senti uma enorme alegria por estar presente em tão significativo acontecimento de fé. Vim pedir pelos meus familiares. Quem não veio não tem noção do que está perdendo”, disse, emocionado, Isaías. Concluindo estas notas, é bom lembrar que faltam menos de dois anos para completarmos o centenário da chegada do Cônego Lafayette a Santa Maria do Suaçuí, esse Servo de Deus que marcou para sempre a vida da cidade, arredores e também de lugares mais distantes. Naquele distante abril de 1917 ele foi designado para auxiliar o Pe. José Maria dos Reis, na Paróquia Santa Maria Eterna. O pároco, já velhinho, e seu auxiliar eram, ambos, da cidade de Serro, cidade conhecida como “Ninho de Águias”, que deu tantos homens de bem para a Igreja e para o Estado. O Servo de Deus, como diz o hino que o povo canta em sua homenagem, foi “uma águia que do Serro voou para as terras do Suaçui”. Pe. Ismar Dias de Matos, biógrafo do Cônego Lafayette. E-mail: prof.ismar@terra.com.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cinquentenário de falecimento do Servo de Deus Cônego Lafayette

No dia 21 de setembro de 2001, em Santa Maria do Suaçuí, Minas Gerais, o Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo presidiu a missa comemorativa do 50º aniversário de falecimento do Servo de Deus Cônego Lafayette da Costa Coelho (1886-1961).
O vice-postulador da causa de beatificação do Servo de Deus, Pe. Ismar Dias de Matos, presidiu uma missa na intenção do Cônego Lafayette celebrada na Paróquia São Judas Tadeu, bairro Jardim Canadá, em Nova Lima-MG, às 19:30h.

Romeiros prometem lotar Santa Maria do Suaçuí pela memória do "santo cônego"

Milhares de devotos de Cônego Lafayette em Minas e outros estados se reúnem para lembrar 50 anos da morte do religioso

Carlos Herculano Lopes – Jornal “Estado de Minas” Publicação: 21/09/2011
Lafayette ficou famoso na região por abençoar pessoas adoentadas
Cerca de 15 mil pessoas de várias partes de Minas Gerais, Espírito Santo e outros estados estão sendo esperadas nesta quarta-feira, em Santa Maria do Suaçuí, no Vale do Rio Doce, para participar da tradicional romaria que, em todo 21 de setembro, lembra a morte do cônego Lafayette. Em 2011, completam 50 anos de seu falecimento. De acordo com o padre da cidade, Sebastião Madureira, as celebrações no Santuário de São Miguel, onde estão os restos mortais do religioso, terão início às 5h30, depois do repicar dos sinos, e se estendem ao longo do dia. A missa solene, que será presidida pelo padre Marcelo Romano, atualmente respondendo pela diocese de Guanhães, à qual a paróquia de Santa Maria do Suaçuí está subordinada, será celebrada às 10h, com a participação de vários padres.

Independentemente do processo de beatificação iniciado em 2000 com autorização da Santa Sé pelo então bispo de Guanhães, dom Emanuel Messias de Oliveira, para o povo da cidade e do Vale do Rio Doce o cônego já é considerado santo. O estudo foi concluído em 2009 e enviado para análise ao Vaticano, onde se encontra ainda hoje. Desde a sua morte, milhares de devotos lotam o Santuário de São Miguel, túmulo, onde ele foi enterrado, e também ruas, bares, pousadas e casas de Santa Maria do Suaçuí. Na maioria delas, em lugar de destaque, existe uma foto do “santo cônego”. A cidade tem cerca de 14 mil habitantes, quantidade que dobra hoje.

HistóriaO padre Ismar Dias de Matos, autor da biografia do cônego e atualmente professor da PUC Minas, contou no livro Cônego Lafayette, sacerdote para sempre, lançado em 1994, que o candidato a santo nasceu no Serro, no Vale do Jequitinhonha, em 10 de novembro de 1886. Ele foi o quarto dos cinco filhos de Júlia Felisbina de Jesus e José da Costa Coelho, conhecido como “Juca Paraguaio”. O pai ganhou o apelido por ter lutado como voluntário na companhia de dois irmãos durante toda a Guerra do Paraguai, que Brasil, Argentina e Uruguai levaram a cabo contra o país vizinho, de 1864 a 1870. Quando voltou para o Serro, com o título de alferes, se tornou comerciante, se casou e deu início à família.

No Seminário Episcopal de Diamantina, Lafayette fez cursos de humanidades. “Era um aluno médio. No curso de teologia suas melhores notas eram em teologia moral, direito canônico e história da Igreja. A ordenação sacerdotal foi no dia 15 de abril de 1917, aos 30 anos, por imposição das mãos do bispo de Diamantina, dom Joaquim Silvério de Souza. Foi o único sacerdote da sua turma”, escreveu padre Ismar.


O início da lenda
Com a morte do padre José Maria dos Reis, da Paróquia de Santa Maria de São Félix , em 1919, o cônego Lafayette assumiu a direção do local, e aí começou a lenda. Sempre que algum doente precisava de extrema-unção a léguas de distância da cidade, ele ia, muitas vezes a cavalo ou a pé. Tornou-se padrinho de dezenas de crianças e batizava com rapidez, sempre que chamado, para que elas não morressem pagãs. Resolvia pendências que poderiam terminar em morte, como questões políticas e de terra.

Segundo relatos descritos no livro do padre Ismar Dias de Matos, ele tentava apaziguar qualquer briga com uma palavra conciliadora, independentemente da classe social à qual os envolvidos pertencessem. E conseguiu evitar muitas tragédias. Mas o seu principal carisma, de acordo com o padre Sebastião Madureira, que há oito anos está à frente da paróquia da cidade, consistia na famosa “bênção da saúde”, que o cônego ministrava a todos os que o procurassem. Muita gente, com os mais variados tipos de doenças, vinha de longe para recebê-las.

Como centenas de graças foram alcançadas com ele ainda vivo e continuam a ocorrer – mesmo já tendo se passado meio século da sua morte –, como comprovam o relato de incontáveis homens e mulheres, sua fama de santo, ano após ano, só faz crescer muito além dos limites de Santa Maria do Suaçuí. “Os testemunhos dos milagres são incríveis, de deixar qualquer um emocionado. Lafayette foi um homem extremamente fiel à Igreja. Um sacerdote humilde, de muita oração e, sobretudo, um grande servidor do povo”, diz padre Sebastião, ele também, como tantos, “um devoto do santo cônego”.

Texto disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/09/21/interna_gerais,251782/romeiros-prometem-lotar-santa-maria-do-suacui-pela-memoria-do-santo-conego.shtml

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Primeira fase do processo de beatificação foi aprovada

A primeira fase do processo de beatificação e canonização do Servo de Deus Cônego Lafayette da Costa Coelho foi aprovada, ou seja, toda a documentação foi feita conforme exigência da Sagrada Congregação para as Causas dos Santos, de Roma. Resta agora ser feita e aprovada a Positio, que dará ao Cônego o título de "Venerável". Aguardemos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cônego Lafayette, de Santa Maria, mais perto da beatificação

A primavera chegou mais cedo na Diocese de Guanhães, mais especificamente, em Santa Maria do Suaçuí, pois no dia 20 de setembro, às 15 horas, foi realizada a 41ª sessão do Tribunal Eclesiástico Diocesano, encerrando a fase diocesana do processo de beatificação do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, conhecido como Cônego Lafayette, considerado santo por milhares de fiéis.
Após o “nihil obstat”, sinal verde de Roma, o processo foi iniciado em 2001. Centenas de páginas de depoimentos foram escritas; documentos pessoais, cartas, relatórios, atas, fotografias e um apanhado histórico fizeram parte do processo que foi levado ao Vaticano pelo postulador da causa, Frei Paolo Lombardo, que mora em Roma e acompanhará toda a tramitação processual.
O Tribunal, presidido por Dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo de Guanhães, era formado também por Padre Marcello Romano, promotor de justiça, e Ana Lúcia Ferreira Frigini, notária.
Antes do fechamento do processo, no dia 08 de setembro foi feita a exumação dos restos mortais do Servo de Deus, sepultado no cemitério de Santa Maria. Após o tratamento adequado, os ossos foram colocados em urna devidamente lacrada e foram sepultados, dia 20 de setembro, no interior do Santuário São Miguel, anexo ao cemitério, após uma concorridíssima procissão pelas ruas daquela cidade.
Algumas pessoas disseram que a procissão, com tanta gente, lembrava o dia 22 de setembro de 1961, quando o Servo de Deus foi sepultado, após o seu falecimento no dia 21, quarenta e oito anos atrás.
Cônego Lafayette viveu em Santa Maria no período de 1917 a 1961, primeiro como auxiliar e depois como pároco. Foram 44 anos de serviço e doação ao Povo de Deus, que reconhecia naquele virtuoso sacerdote um homem santo, cuja bênção era portadora das imensuráveis graças de Deus.
O Regional Leste II da CNBB, através de seu presidente Dom Walmor Oliveira de Azevedo, entregou a Dom Emanuel um documento escrito, dando apoio à causa. Agora, toda a Diocese de Guanhães, após a conclusão dessa fase processual, continuará em oração à espera de uma resposta positiva da Sagrada Congregação para as Causas dos Santos, que deverá dar ao Cônego Lafayette o título de Venerável. (Ismar Dias de Matos, Vice-Postulador da Causa)